quarta-feira, 19 de março de 2008

Alguém Faça Alguma Coisa

O PISD - Programa de Inclusão Sócio-Digital, agregado à SECTI - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, promoveu "Encontrão" de Gestores e Monitores dos CDC´s - Centro Digital de Cidadania no Sesc de Piatã em 13, 14 e 15 de março, e no momento cultural do evento a Cia de Teatro Solidário de Brotas, apresentou o espetáculo ALGUÉM FAÇA ALGUMA COISA, (texto e direção de Fábio Marcelo), compondo o elenco: Robson Raykar, Deivisson Gerdel, Mary Ramos, Lay Satos, Gabriel Bispo e Everson Caturebes, fazendo a alegria do público.

Mais um bem sucedido trabalho da Cia.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Chico Assis

Chico Assis, essa figura é a referência para todos os integrantes da cia, assumiu no ano de 2007 a coordenação do Cine Teatro Solar Boa Vista, trazendo muitas mudanças e melhoras para o cine teatro, eventos e peças teatrais agora são constantes. Com a chegada de Chico, finalmente a comundiade sabe o que é ter um teatro.
Hoje batemos no peito e podemos falar: "Eu vou no Teatro Solar Boa Vista". A Cia de Teatro Solidário de Brotas, aproveita o espaço para parabenizar o Coordenador Chico Assis, pelo excelente trabalho que vem fazendo no Cine Teatro e deixa a frase abaixo como um resumo de tudo que seria dito a esse grande homem.

"Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela."
Paulo Coelho

A CIA NA MARATONA CULTURAL NO SOLAR BOA VISTA

Promovia pela SMEC - Secretaria Municipal de Educação e Cultura, A MARATONA CULTURAL foi realizada no Parque Solar Boa Vista no dia 25/01/2008, entre várias apresentações a Cia de Teatro Solidário de Brotas apresntou a peça ALGUÉM FAÇA ALGUMA COISA, que foi apresentada as 20h no Cine Teatro Solar Boa Vista....... foi mais uma apresentação bem sucedida da cia nos seus quase três anos de existência..

domingo, 20 de janeiro de 2008

Paula? Lais?



Paula? Lais?
Lais ou Paula?
Essas duas figuras fantasticas integrantes da Cia de Teatro Solidário de Brotas há pouco mais de 1 ano, são "unha e carne", se falar que antes de se integrarem a cia de teatro elas nao se conheciam, ninguém acredita, pois hoje a amizade delas é tão grande que raramente encontramos uma sem a outra.
Lais: Entrou na cia meio desconfiada, com um ar tímido e pouco sorridente, logo foi se descontraindo e deixando fluir todo o talento oculto que adormecia dentro de si, nos ensaios e oficinas ela se mostrava bastante tímida, porém interessadissima em aprender, e aos poucos foi desenvolvendo com dinamismo e talento todo sua vontade de ser atriz, e nao deixou a desejar, na peça Drogas? Um caminho. Cem voltas. desempenhou com competência e alegria a personagem AMANDA, surpreendendo não somente ao seu Diretor Fábio Marcelo, bem como a todos que assistiram. Lais, hoje, se mostra uma pessoa totalmente descontraida e dedicada ao teatro, vergonha? timidez e desconfiança? Não fazem mais parte da vida de Lais nos palcos, pois ela vem se desenvolvendo a cada dia.
Paula: Batalhadora, prestativa e sorridente, Paula tem o teatro no sangue, muito curiosa sempre querendo saber sobre tudo que está acontecendo fora dos palcos no que diz respeito a cia e teatro, ela sempre encontra uma forma de ajudar, com Paula é assim, precisou ela tá la, com um jeitiho meigo de delicado, ela se transforma nos palcos, demonstrando todo seu talento e força de expressão. Quando Paula fala o chão treme... Nao tem quem nao se encante com tamanha simpatia, pode-se dizer que ela nasceu para os palcos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Paulo Freire





Paulo Reglus Neves Freire
(Recife, 19 de setembro de 1921São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador brasileiro .Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.



Biografia

Nascido em família de classe média no Recife, Paulo Freire conheceu a pobreza e a fome durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os pobres e o ajudaria a construir seu método de ensino particular.

Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau ensinando a língua portuguesa. Em 1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.

Em 1946, Freire foi indicado diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco. Trabalhando inicialmente com analfabetos pobres, Freire começou a se envolver com um movimento não ortodoxo chamado Teologia da Libertação, uma vez que era necessário que o pobre soubesse ler e escrever para que tivesse o direito de votar nas eleições presidenciais.

Em 1961, foi indicado para diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, em 1962, Freire teve a primeira oportunidade para uma aplicação significante de suas teorias, quando ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em apenas 45 dias. Em resposta a esse experimento, o governo brasileiro aprovou a criação de centenas de círculos de cultura ao redor do país.

Em 1964, o golpe militar extinguiu este esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia, trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização de Agricultura e Alimentos da Organização das Nações Unidas. Em 1967, Freire publicou seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade.

O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele escrevera seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, o qual foi publicado em varias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970), e até o hebraico (em 1981). Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialista-cristão Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel tomou o controle do Brasil e iniciou um processo de liberalização cultural.

Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Geneva, na Suíça, para trabalhar como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante este tempo, atuou como um consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné Bissau e em Moçambique.

Em 1979 Freire já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, Freire foi indicado secretário de Educação de São Paulo.

Em 1986, sua esposa Elza morreu e Freire casou com Maria Araújo Freire, que também seguiu seu programa educacional.

Em 1991, o Instituto Paulo Freire foi fundado em São Paulo para estender e elaborar suas teorias sobre educação popular. O instituto mantém os arquivos de Paulo Freire.

Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias, mas teve um infarto.

Primeiros trabalhos

No início da década de 1960 montou, no estado de Pernambuco, um plano de alfabetização de adultos que serviu de base ao desenvolvimento do que se denominou Método Paulo Freire de alfabetização popular, reconhecido internacionalmente.

Durante o regime militar de 1964, Paulo Freire foi considerado subversivo, foi preso e depois exilado, tendo assim de interromper a Campanha Nacional de Alfabetização, a qual liderava com o apoio de João Goulart, quando este foi presidente.

Com a anistia, na década de 1980, retornou ao país, tendo dirigido a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo durante a administração de Luiza Erundina (1989-1993).

A Pedagogia da Libertação

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão do terceiro mundo e das classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das CEBs - Comunidades Eclesiais de Base.

No entanto, a obra de Paulo Freire ultrapassa esse espaço e atinge toda a educação, sempre com o conceito básico de que não existe uma educação neutra: segundo a sua visão, toda a educação é, em si, política.

Palavras (articuladoras do pensamento crítico) e a pedagogia da pergunta, são princípios da pedagogia de Paulo Freire.

Frases

  • Nos anos 60 fui considerado um inimigo de Deus e da Pátria, um bandido terrível. Hoje diriam que eu sou apenas um saudosista das esquerdas.
  • Descobri que o analfabetismo era uma castração dos homens e das mulheres, uma proibição que a sociedade organizada impunha às classes populares.
  • O que o capitalismo tem de bom é apenas a moldura democrática. Um dos maiores erros históricos das esquerdas que se fanatizaram foi antagonizar socialismo e democracia.
  • O Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização, implantado durante o regime militar) nasceu para negar meu método, para silenciar meu discurso.
  • Meu sonho de sociedade ultrapassa os limites do sonhar que aí estão.
  • O autoritarismo é uma das características centrais da educação no Brasil, do primeiro grau à universidade.
  • Os negros no Brasil nascem proibidos de ser inteligentes.
  • A democracia não pretende criar santos, mas fazer justiça.
  • Eu não aceito que a ética do mercado, que é profundamente malvada, perversa, a ética da venda, do lucro, seja a que satisfaz ao ser humano.
  • A educação já foi tida como mágica, podia tudo, e como negativa, nada podia. Chegamos à humildade: ela não é a chave da transformação da sociedade.
  • Um dos grandes pecados da escola é desconsiderar tudo com que a criança chega a ela. A escola decreta que antes dela não há nada.
  • Criar o que não existe ainda deve ser a pretensão de todo sujeito que está vivo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Constantin Stanislavski

Disse Stanislavski:

"Todos os nossos atos, mesmo os mais simples, aqueles que estamos acostumados em nosso cotidiano, são desligados quando surgimos na ribalta, diante de uma platéia de mil pessoas. Isso é por que é necessário se corrigir e aprender novamente a andar, sentar, ou deitar. É necessário a auto-reeducação para, no palco, olhar e ver, escutar e ouvir."

Constantin Stanislavski, em russo Константин Сергеевич Станиславский, (Moscou, 5 de janeiro de 1863Moscou, 7 de agosto de 1938) foi um ator russo.
Ator desde os catorze anos, foi um dos fundadores do Teatro de Arte de Moscou, criador do Sistema Stanislavski de
atuação realista, ainda hoje básico na arte da representação.
Nascido numa família rica, sua primeira apresentação ocorreu quando ainda tinha sete anos. Logo no início de sua carreira (provavelmente com o intuito de preservar o nome da família, posto que a atividade do ator não era bem vista), adotou o sobrenome Stanislavski. Em algumas traduções seu nome é escrito ‘Konstantin Stanislavsky”.
Em 1888, Stanislavski fundou a Sociedade Literária e Artística do Teatro de Maly, onde ganhou experiência de palco e atuação. Dez anos depois, foi co-fundador do Teatro de Arte de Moscou (MKhAT), junto a Vladimir Nemirovich-Danchenko. Ali foi diretor de Anton Chekhov, que tornou-se-lhe discípulo. A peça A Gaivota foi das primeiras apresentações de ambos, ali.
Ali, no Teatro de Arte, foi que começou a desenvolver o seu famoso “Sistema Stanislavski”, baseado na tradição realista de Aleksandr Pushkin. (freqüentemente chamado “método”, isto na verdade é uma imprecisão técnica, pois o Método foi desenvolvido a partir daquele).

O Sistema Stanislavski

Quando começou a atuar, Stanislavski estava às voltas com duas formas distintas de representação, que marcaram a evolução desta arte no século XIX: o teatro tradicional (bastante estilizado, onde o ator exibia gestos nada realistas) e a técnica recém-surgida de representação realista.
O diretor observou, então, os grandes atores de seu tempo, além de contar com as próprias experiências. Constatou que aqueles intérpretes agiam de forma natural e intuitiva – mas que nada havia capaz de traduzir suas atuações em palavras, que fosse capaz de perpetuar aquele conhecimento. Resolveu, portanto, criar um sistema que, com o seu nome, passou às gerações futuras e ainda hoje serve de base para a formação de todo bom ator.
O núcleo deste sistema está na chamada “atuação verossímil”, uma série de técnicas e princípios que hoje são considerados fundamentais para o desempenho do ator.
Ao contrário da percepção de naturalidade que observara, descobriu que a atuação realista era, em verdade, muito artificial e difícil - e que somente seria adquirido mediante uma série de estudos e práticas, que compilou.


Influência e desenvolvimento do "Sistema"

Stanislavski também influiu na ópera moderna, e impulsionou os trabalhos de escritores como Máximo Gorki e Anton Tchecov. Tendo sobrevivido às duas Revoluções Russas (de 1905 e 1917), certamente contando com a proteção do líder Lênin, e já em 1918 estabelece no país o Primeiro Estúdio, destinado a lecionar a arte dramática para jovens atores - e dedica-se a escrever vários de seus estudos.
Seu sistema, também chamado de Método da Ação Física, teve diversos seguidores, nas várias fases em que foi desenvolvido. Um de seus alunos (Richard Boleslavski), fundou em 1925 o "Laboratório de Teatro", nos Estados Unidos. Esta iniciativa, baseada apenas na chamada "memória emotiva", causou grande impacto no teatro americano, mas a técnica de Stanislavski evoluiu ainda mais.
Stella Adler foi a única americana que estudou com Stanislavsky, segundo o Método de Ação Física (em Paris, durante 5 semanas no ano de 1934). Adler apresentou o novo método a outro teórico da representação,
Lee Strasberg, que o rejeitou - motivo pelo qual Adler declarou que ele "entendeu tudo errado"...
De 1934, ano em que Adler estudou com ele, até sua morte em 1938, Stanislavski continuou no desenvolvimento de seu sistema, acrescentando novas idéias e reforçando as já desenvolvidas.


Legado e atores

Desde o Actor´s Studio, em Nova Iorque, a muitos outros mundo afora, as técnicas de Stanislavski seguem preparando grandes atores.
Um bom exemplo, popularizados nas telas cinematográficas, temos em:
Jack Nicholson, Marilyn Monroe, James Dean, Marlon Brando, Montgomery Clift, Steve McQueen, Paul Newman, Warren Beatty, Geraldine Page, Dustin Hoffman, Robert De Niro, Al Pacino, Jane Fonda e muitos mais. Mais recentemente temos Benicio Del Toro, Mark Ruffalo, Johnny Depp e Sean Penn.
Charlie Chaplin disse, sobre Stanislavsky:
O livro de Stanislavski, "A preparação do ator", pode ajudar todas as pessoas, mesmo longe da arte dramática."
Stanislavski lutou por facilitar o trabalho do ator. Mas, acima de tudo, declarou:
"Crie seu próprio método. Não seja dependente, um escravo. Faça somente algo que você possa construir. Mas observe a tradição da ruptura, eu imploro."

domingo, 13 de janeiro de 2008

COMÉDIA?

A comédia é o uso de humor nas artes cênicas. Também pode significar um espetáculo que recorre intensivamente ao humor. De forma geral, "comédia" é o que é engraçado, que faz rir.
No surgimento do teatro, na Grécia, a arte era representada, essencialmente, por duas máscaras: a máscara da tragédia e a máscara da comédia. Aristóteles, em sua Arte Poética, para diferenciar comédia de tragédia diz que enquanto esta última trata essencialmente de homens superiores (heróis), a comédia fala sobre os homens inferiores (pessoas comuns da pólis). Isso pode ser comprovado através da divisão dos júris que analisavam os espetáculos durante os antigos festivais de Teatro, na Grécia. Ser escolhido como jurado de tragédia era a comprovação de nobreza e de representatividade na sociedade. Já o júri da comédia era formado por cinco pessoas sorteadas da platéia.
Porém, a importância da comédia era a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de idéia, inicialmente política. Assim como hoje, em seu surgimento, ninguém estava a salvo de ser alvo das críticas da comédia: governantes, nobres e nem ao menos os Deuses (como pode ser visto, por exemplo, no texto "As Rãs", de Aristófanes).
Hoje a comédia encontra grande espaço e importância enquanto forma de manifestação crítica em qualquer esfera: política, social, econômica. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entrenimento.
Assim, atualmente, não há grande distinção entre a importância artística da tragédia (mais popularmente conhecida simplesmente como "drama") ou da comédia. Em defesa do gênero, o crítico de artes Rubens Ewald Filho lembra o ditado: "Morrer é fácil, difícil é fazer comédia". De fato, entre os artistas, reconhece-se que para fazer rir é necessário um ritmo (conhecido como "timing") especial que não é dominado por todos.
É difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é nescessário re/conhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode-se portanto rir dele. As pessoas com frequência não conseguem achar as mesmas coisas engraçadas, mas quando o fazem isso pode ajudar a criar laços poderosos.
Uma das principais características da comédia é o engano. Frequentemente, o cómico está baseado no facto de uma ou mais personagens serem enganadas ao longo de toda a peça. À medida que a personagem vai sendo enganada e que o equívoco vai aumentando, o público (que sabe de tudo) vai rindo cada vez mais.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ser Ator

Todo ator deve partir do reconhecimento de si mesmo como um instrumento que tem que ser afinado todos os dias. Assim como qualquer artista treina com seu instrumento de criação, o ator tem que treinar com seu instrumento. O seu corpo num todo expressivo.

Por isso necessita de um espaço para exercitar-se, onde possa fazer seus exercícios, essa ginástica tão especial do treinamento do ator. Um espaço que permita ao ator experimentar novas cores, cometer erros, inventar, viajar com sua imaginação, vencer suas limitações, inseguranças, medos, etc. Há uma frase de Goethe que sintetiza melhor. “O trabalho do ator desenvolve-se em público, mas sua arte se faz em privado”.

Ler, enfrentar o outro, mergulhar nas próprias memórias emocionais, dialogar, jogar, deparar-se com as dificuldades enfrentadas pelo corpo e mente que inibem a expressão.

Nossa vida e história pessoal posta à disposição da interpretação. Aprender a “estar sendo” em todo momento. É um processo de descoberta de si mesmo para chegar ao cenário num estado presente, real e de vida. Estar mais perto do que sentimos e longe da “atuação”.

Normalmente, nós adotamos uma conduta de dissimulação social de nossas dificuldades, mas estas estão presentes. Assim, as dificuldades e limitações da pessoa-ator são levadas ao cenário. Por isso, compreender, trabalhar e expor nossas limitações nos permite ser mais livres, já que não temos mais nada que esconder. Quando o ator funciona num estado de ser, tudo o que sente está incluso na vida que interpreta. Logo, a emoção que se origina contém toda sua própria verdade e realidade pessoal.

Nosso lema é “Não atue, por favor”

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DO TEATRO

Surgimento do Teatro

“TEATRO” A origem desta palavra vêm do Grego “Theátron”. Posteriormente passou para o Latim como Theatru. Esta palavra, quando passou para o português, a vogal “U” foi simplesmente trocada pela vogal “O”. o teatro surgiu no Egito há aproximadamente três mil anos antes de Cristo. Algumas peças começaram a aparecer na Grécia com Homero no período de oitocentos anos antes de Cristo. Quanto a este passado muito distante, pouco se sabe, a maioria dos autores e de seus livros, até nos dão alguma certeza de que o teatro é tão velho quanto a existência do homem.

Por volta de quinhentos anos antes de Cristo, surgiu em Atenas a figura de TEPIS, considerado como sendo o primeiro ator. Ele era praticamente tudo, encenador, ator, autor e até mesmo empresário. Criou um teatro ambulante, promoveu a criação de festivais e também inventou a máscara. Em seus inúmeros manuscritos, o dramaturgo Árion nos descreve as inúmeras façanhas de Téspis, como também fala sobre FRÍNICO, foi ele quem introduziu no teatro a personagem feminina e a fixação antecipada de entradas e saídas de cena. ESQUILO, a criação do segundo ator e a descoberta da ação dramática. A maioria dos historiadores costumam dividir o teatro em dois grandes períodos.

O período inconsciente em que as manifestações eram expressadas através de rituais, pantomimas religiosas e atos mágicos, e aquele que é escrito com finalidade especifica de representação, na Grécia antiga, estes povos realizavam festas em honra ao Deus DIONISO. Estas festas eram realizadas tanto no campo (rurais) como na cidade (urbana). Acontecia de tudo, procissões, danças, cânticos (ditirambos) e corais. As festas no campo eram logo transformadas em concursos de tragédias e comédias. As festas urbanas, eram iguais as rurais, mas eram realizadas durante toda a semana, mas somente na primavera. Convencendo-se que o teatro nasceu na Grécia, no culto ao Deus DIONISIO e suas manifestações, várias eram as histórias que se falavam deste Deus. O jovem Dionísio era perseguido pelos Titães e estes mataram-no, cortaram-no e pedaços e atiraram-no para dentro de uma caldeira com água fervendo. Mas DIONISIO renasceu gloriosamente. Já em outra versão, mostram-nos DIONISIO aflito, lançando-se a o mar para fugir a perseguição de Licurgo o assassino de homens, recolhido por Tetis e cegado por ZÉUS, morre para finalmente ressuscita triunfantemente após a paixão.

Origem do Teatro no Brasil

O Primeiro documento referente à arte no Brasil é “O AUTO DA PREGAÇÃO UNIVERSAL”, de Anchieta. Foi encomendado pelo Padre Manoel de Nóbrega, com o principal objetivo de catequizar os índios, apresentavam-se nos interiores das Igrejas (cantos e danças), sendo que mais tarde começou-se a apelar pelos maus constumes, criando assim a censura em nome de EL REI na terra e DEUS no Céu. Martins Pena pode ser considerado o fundados do teatro nacional com suas vinte comédias como: “O JUIZ DE PAZ NA ROÇA”, que estreou em 1938, com JOÃO CAETANO, o primeiro ator profissional brasileiro.

OS primeiros teatros

As primeiras manifestações teatrais no Rio de Janeiro de que temos notícias concretas, foram os AUTOS encenados pelos jesuítas, através da representação da vida de CRISTO e dos Santos Católicos, a população era chamada a se integrar mais profundamente à prática religiosa. Além da catequese dos índios, estas encenações visando também os colonos que aqui viviam ”Distantes da Lei de Deus”. Toda a comunidade participada dessas representações. Os atores (somente homens como o costume de época) eram os noviços, os colonos e os indígenas. Cada ato era representado num local, geralmente ao ar livre. Os diálogos eram travados ora em Português, ora em Castelhano e até mesmo em Tupi. O primeiro edifício teatral dói o do Padre Ventura. Não é de se estranhar que o primeiro empresário do Rio de Janeiro, tenha sido da Igreja, além do grande poder sócio-econômico exercido por ela.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Teatro / Arte Dramática: Conceitos

Definição de Aristóteles: Em sua obra “A arte Poética”: A tragédia (O Teatro) é a imitação da ação.

Definição de Stanislavski: A arte Dramática é a capacidade de representar a vida do espírito Humano, em público e em forma artística.

A palavra grega TEATRON designava o local destinado à acomodação das pessoas que assistiam à representação. Literalmente significa “lugar de onde se vê”.

ATOR: é aquele que pratica a ação, para os gregos era o celebrante do ritual de Dionísio que foi a origem da representação teatral no ocidente.

PERSONAGEM: A palavra vem do termo grego Persona. Personagem é a pessoa imaginária que é representada, imitada pelo ator.

ESPECTADOR
: Ele faz parte do jogo teatral, é alguém que assiste o ator representar, a imitar a ação, mas reage, no momento, como se estivesse diante do personagem a praticar a ação imaginada.

ATOR, PERSONAGEM E ESPECTADOR: são os elementos indispensáveis ao teatro. Se um deles não estiver presente, não há teatro. Todos os outros componentes são opcionais, de acordo com a concepção do espetáculo.

AUTOR/DRAMATURGO: Artista que escreve a obra/peça teatral (não confundir, nem usar a palavra roteirista para se referir ao teatro. Roteirista escreve roteiros para cinema, televisão e vídeo).

TEXTO TEATRAL (PEÇA): Obra literária específica para o teatro, contém os diálogos e as indicações de cena (rubricas).
Atenção: Não confundir peça teatral com script cinematográfico. Em inglês script denomina o roteiro de cinema e a palavra Play denomina a peça de teatro.

ENCENAR: Encenar é transformar um texto ou uma idéia em um espetáculo teatral. Empregar todos os componentes do teatro para a construção da cena, segundo regras próprias, tendo como objetivo comunicar intelectual e sensorialmente, contando com a colaboração da equipe técnica e de elenco. Numa montagem teatral pode haver a figura do diretor/encenador, ou não. Existem determinados tipos de encenação que não possuem um diretor e sim direção/criação coletiva, improviso ou performance individual.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

FIQUE POR DENTRO

IMITAR OU NÃO IMITAR?
A imitação e a ênfase de certos hábitos por gerações foram a ruína de talentos criativos.
A imitação pode ser dividida aproximadamente em três grupos: imitar um indivíduo que é um produto da imaginação do ator; imitar uma pessoa real que o ator decide ser o tipo de personagem que o seu papel exige; imitar as características e maneirismos pessoais de outro ator.
Normalmente, um ator começa sua carreira imitando uma semelhança de um personagem ao invés de tentar viver como uma pessoa real no palco. Isto acontece em virtude de uma falta de compreensão, conhecimento e treinamento da sua parte. O ator que depois se dedica a imitar seu comportamento de forma contrária à sua expressão própria obtém os piores resultados. No entanto, se ele esboçar estas mesmas imagens e passar a adaptá-las ao que é real na sua própria mente e meio, seu personagem será muito mais vivo e expressará a realidade no palco. Isto trará também originalidade e espírito criativo.
Mas, porque o ator não pode copiar uma pessoa da vida real e depois personificá-la no palco; por exemplo, alguém que ele conhece há anos e que ele decide ser exatamente o tipo de personagem que o texto pede. A resposta é sim, se ele não tentar primeiro obter o resultado final. O resultado final neste caso seria uma imitação direta de uma pessoa que ele conhece na vida real. Primeiro, ele deve dar-se conta de que ele nunca poderá ser realmente aquela pessoa, mas em vez disto, poderá criar as mesmas qualidades da pessoa que se aplicarão diretamente à sua caracterização. Para fazer isto, o ator tem que usar seu próprio corpo e suas próprias emoções para expressar o personagem, desse modo tornando-o real.
O que acontece quando nós tentamos obter primeiro o resultado final, isto é, uma imitação direta da pessoa real que conhecemos sem criar motivações para o seu comportamento? Não é difícil imaginar os resultados, pois nós os vemos freqüentemente. O personagem será uma caricatura mal desenhada, ao contrário de uma bela peça de arte que poderia ser criada. Sua fala será mimética ao invés de natural, seu modo de andar e movimentos, em geral, serão exagerados.
Em uma caracterização biográfica de uma pessoa real cujos maneirismos pessoais todo mundo conhece, muito pode depender da maquiagem. Ele deve deixar que o personagem flua através de suas emoções e movimentos, sem tentar obrigar, seus mecanismos a reagir a uma imagem ou um elemento estranho imposto por um clichê.
O terceiro tipo de imitação que veio até nós através da história do teatro dramático é a cópia ou imitação de outro ator. Este fenômeno singular quer conscientemente ou inconscientemente, deve ser considerada uma negação total do objetivo do ator na vida. Será que o seu objetivo não vai além de apenas "ganhar na vida?" A arte, a criatividade e a expressão pessoal não entram em questão?
Através de uma associação constante no palco com uma personalidade forte e atraente é possível que algumas qualidades típicas de um ator sejam vistas em outro. Algumas das qualidades podem ser boas, outras ruins. No entanto, o perigo está na semelhança que é freqüentemente visível para o público. Alguns atores adotam inconscientemente o estilo de outro, por causa de uma profunda admiração e desejo de ser como ele. Outros copiam de propósito por razões mais mundanas, como por exemplo, a publicidade e outras trivialidades. Muitas atrizes, na década passada, vestiam-se, posavam e comportavam-se como Marilyn Monroe para promover suas carreiras.

O LUGAR DO EXAGERO
Durante os ensaios o exagero pode ser útil para o ator e diretores e às vezes deve ser incentivado, principalmente pelo diretor. O objetivo do exagero nos ensaios é o de servir como um processo de clarificação da verdade. O diretor, às vezes, pode ter uma perspectiva mais clara dos limites dos atores em relação aos seus papéis. Para o ator, é útil quando unido a processos imaginativos de improvisação.
É muito importante saber que freqüentemente em papéis difíceis, uma expressão verdadeira pode ser atingida através do exagero exarcebado. É o diretor que decide: ele poderá sugerir que falem mais alto, façam movimentos floreados e exagerem externamente todas as expressões emocionais. Quando o exagero é levado a este ponto, é natural que várias realidades e relacionamentos do personagem interpretado desapareçam, mas outros resultados úteis poderão ser acrescentados ao produto acabado. Você saberá quanta energia deve usar durante a representação, a dimensão de seus sentimentos, temperamento e imaginação. A força da cena e possivelmente da peça dependerá disto.
É verdade que qualquer coisa é legítima durante os ensaios; no entanto, o diretor não deve cometer o erro de deixar que estes ensaios de representação exagerada passem a fazer parte do ensaio normal. O contraste entre o ensaio normal e o outro, usando o exagero, ajuda a resolver os problemas já existentes. É interessante que atores experientes têm mais tendências a exagerar seus papéis do que principiantes. Eles percebem que a atenção da platéia está freqüentemente centrada nos aspectos mais emocionais de um papel e tentarão obter esta atenção exagerando, se não conseguirem criar as verdades interiores do seu papel que, por sua vez, produziriam emoções verdadeiras.

O MÉTODO
Muitos atores negam que suas representações sejam exageradas porque tentam evitar seu método. No entanto, não percebem que o esforço para ser eficiente ou agradar facilmente, leva a um comportamento errado no palco. Isto é só um outro exemplo da necessidade de autoconsciência.
Com esta consciência, o ator percebe que o exagero e a grandiosidade são, na maioria dos casos, erros.
Como nós aprendemos com a experiência (e através do processo de eliminação), o próximo problema que temos pela frente é exatamente o oposto, não deixando de ser outro tipo de exagero: representar de forma atenuada, minimizando a realidade.
Os atores do Método também se tornam vítimas deste defeito durante treinamento. Exagerar qualquer coisa no palco tornou-se um pecado tão sério para os seguidores do Método que muitas vezes somos obrigados a "nos contentar em ser natural" ao invés de dar vazão às expressões, mesmo que elas estejam totalmente em harmonia com a realidade da situação. Isto é tão errado quanto exagerar.
Portanto, uma fala lida com naturalidade e simplicidade, está mais de acordo com a realidade do que o risco de forçar uma emoção que pode soar falso. Os méritos da verdade devem ser nossa meta. Nem mais, nem menos.
A forma de representar que acabamos de discutir é chamada atuação exagerada, mas este termo é contraditório em virtude da definição da representação para o ator moderno. Representar é alcançar a realidade no palco, exagerar seria negá-la. Representar de modo exagerado inclui a utilização de gestos e expressões vocais convencionais. Se a vida interior do personagem está ausente, o ator acabará recorrendo a tais clichês. O problema de exagerar é que o ator pode facilmente convencer-se de que está "vivendo mesmo" o seu personagem.
Quando um ator prepara seu papel corretamente, ele transforma-se naquele personagem no palco. Claro que não deve deixar de ser ele mesmo, mas também é necessário que deixe de ser como é para seus amigos e família.
Todo o seu êxito na realização plena da sua caracterização reside na sua confiança, na realidade da sua própria expressão pessoal individual em oposição aos tipos de expressões clichês. O ator que conta com os dons naturais e com sua própria individualidade é um artista criativo. Aquele que não for treinado a usar sua expressão individual e não conseguir utilizar a si mesmo para ser o personagem que está interpretando, está preso e limitado ao convencionalismo. A sua voz raramente recorrerá a tons e modulações, ele vai sacudir os punhos, bater na testa, mover os olhos de forma falsa, apertar os dentes, fazer caretas, esbravejar, colocar a mão no coração, e recitar sem emoção.Imitar este estilo convencional de representação que, infelizmente tornou-se quase uma tradição, é ridículo. É certo que existem atores que freqüentemente exageram com perfeita habilidade. E estes mesmos são os que sempre exclamam que os momentos primorosos de pura criação e satisfação artística no teatro vieram daquelas raras vezes que se sentiram "inspirados" no papel e pareciam "viver" o personagem.
O melhor que um ator pode aprender com uma representação pouco inspirada é a certeza que, quando ocorrem momentos de verdadeira inspiração na peça, todos os outros momentos provavelmente foram falsos! Acredito firmemente que a natureza é uma força insuperável que não pode ser eternamente reprimida, mas, em vez disto, irromperá esporadicamente dando rédeas soltas à verdade, apesar de nossas vulgaridades. Além disso, é um indício, em grande parte, de que nossa sociedade não segue automaticamente as leis naturais, mas, ao contrário, tentamos e quase sempre conseguimos reprimi-las ou mudá-las. O ator que desejar atingir um talento artístico verdadeiro na sua profissão deve literalmente lutar pela verdade de suas convicções por toda sua vida, tanto no palco quanto fora dele. Ele não deve desistir até conseguir trazer ao palco o que todo ser humano produz naturalmente na vida.


NA PRIMEIRA LEITURA, A GENTE...
Conseqüentemente, quando o ator consegue aquela chance para representar um trabalho, que normalmente significa uma "leitura" ,é fácil compreender porque ele fica mais ansioso ainda, já que normalmente ele só pode ler uma vez. Os exercícios sobre relaxamento e concentração podem ser muito úteis durante testes ou primeiras leituras. Neste caso, é muito importante que o relaxamento dê credibilidade às suas emoções e que a concentração de segurança ao texto.
Durante a primeira leitura, o ator deve buscar a verdade simples nas palavras do autor, sem preocupar em "criar" o personagem. Em primeiro lugar, ele normalmente tem um período de tempo mais curto (às vezes só meia hora, às vezes menos), para dar uma lida no seu papel. A verdade simples e às vezes, uma pequena faceta da personalidade do papel é o máximo que se pode obter com uma primeira leitura.
É raro que o ator consiga fazer bem a primeira leitura sem uma caracterização completa. No entanto, às vezes um ator recebe um papel por ter feito exatamente isto, só que o diretor descobre que o que viu é tudo que o ator é capaz de fazer (normalmente de competência bastante afetada e artificial). Em outras palavras, sua leitura era sua atuação final.
É fundamental que a fala seja natural durante esta primeira leitura. Quando conversamos com uma pessoa na vida real, nunca sabemos o que ela vai dizer. Portanto, não sabemos como, ou o quê, vamos responder. No palco nós sabemos quais serão as palavras da outra pessoa, e as nossas também. Por isto devemos tentar falar com naturalidade.
Devemos, nestas primeiras leituras, como nas representações ao vivo, assegurar a comunicação com nosso parceiro. Deve-se falar com ele como se fala na vida real. Você deve fazer com que ele o entenda, e com isto, será mais bem compreendido.
Então, se na vida real nosso diálogo não é planejado, não podemos antecipar nossas palavras porque muito depende da fala da outra pessoa. Assim é que tem que ser no palco. Devemos ter cuidado de não antecipar o que o nosso parceiro vai dizer mesmo que saibamos suas falas. Fazer isto dá um verniz de artificialidade no qual a platéia nunca acredita.
A antecipação não é um problema que só existe na fala. Devemos ter cuidado com ela em todas as fases da representação. Qualquer coisa a ver com o palco, ações e movimentos, deve ser trabalhada conscientemente para que pareça nova e espontânea a cada representação. É muito decepcionante ver um ator reagir ao outro mecanicamente, de um modo que claramente foi ensaiado várias vezes, sem a liberdade que temos na vida de ter comportamentos um pouco diferentes.

domingo, 30 de dezembro de 2007

DIONISIO - Deus Protetor do Teatro

Dioniso, Diónisos ou Dionísio (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος) era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer. Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal.
Ocorreu que Hera, ciumenta de mais uma traição de Zeus, instigou Semele a pedir ao seu amante (caso ele fosse o verdadeiro Zeus) que viesse ter com ela vestido em todo seu esplendor, tal como anda no Olimpo. Semele então pediu que Zeus atendesse a um pedido seu, sem saber qual seria. Ele concordou e imediatamente se arrependeu.
Uma vez concedido o pedido teria que cumpri-lo. Ele então voltou ao Olimpo e colocou suas vestes maravilhosas, já sabendo de antemão o que ocorreria. De fato, o corpo mortal de Semele não foi capaz de suportar todo aquele esplendor, e ela virou cinzas.
Assim, Dioniso passou parte de sua gestação na coxa de seu pai. Quando completou o tempo da gestação, Zeus o entregou em segredo a Ino (sua tia) que passou a cuidar da criança com ajuda das híades, das horas e das ninfas.
Depois de adulto, ainda a raiva de Hera tornou Dioniso louco e ele ficou vagando por várias partes da Terra. Quando passou pela Frígia, a deusa Cíbele o curou e o instrui em seus ritos religiosos.
Sileno ensina a ele a cultura da vinha, a poda dos galhos e o fabrico do vinho.
Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da uva. Ele foi o primeiro a plantar e cultivar as parreiras, assim o povo passou a cultuá-lo como deus do vinho.
Dioniso puniu quem quis se opor a ele (como Penteu) e triunfou sobre seus inimigos além de se salvar dos perigos que Hera estava sempre pondo em seu caminho.
Nas lendas romanas, Dioniso tornou-se Baco, que se transforma em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses.
É geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira e flutuante, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça, e, na outra, um tirso (um dardo) enfeitado de folhagens e fitas. Tem o corpo coberto com um manto de pele de leão ou de leopardo, traz na cabeça uma coroa de pâmpanos, e dirige um carro tirado por leões.
Também pode ser representado sentado sobre um tonel, com uma taça na mão, a transbordar de vinho generoso, onde ele absorve a embriaguez que o torna cambaleante. Eram-lhe consagrados: a pega, o bode a lebre.
Às mulheres que o seguiam como loucas, bêbadas e desvairadas se dava o nome de bacantes.
É considerado também o deus protector do teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos na Grécia Antiga e festas dionisíacas.
Segundo o mito, Dionísio ordenou a seus súditos que lhe trouxesse uma bebida que o alegrasse e envolvesse todos os sentidos. Trouxeram-lhe néctares diversos, mas Dionísio não se sentiu satisfeito até que ofereceram o vinho.
O deus encheu-se de encanto ao ver a bebida, suas cores, nuances e forma como brilhava ao Sol, ao mesmo tempo em que sentia o aroma frutado que exalava dos jarros à sua frente. Quando a bebida tocou seus lábios, sentiu a maciez do corpo do vinho e percebeu seu sabor único, suave e embriagador.
De tão alegre, Dionísio fez com que todos os presentes brindassem com suas taças, e ao som do brinde pôde ser ouvido por todos os campos daquela região. A partit daí, Dionísio passou a abençoar e a proteger todo aquele que produzisse bebida tão divinal, sendo adorado como deus do vinho e da alegria.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

sábado, 15 de dezembro de 2007

Palestra Faculdade 2 de Julho



Fábio Marcelo, líder e Diretor da Cia de Teatro Solidário de Brotas, acompanhado dos atores Fernanda Vidal, Paula Fernandes, Djavan, Lais Santos, Robson Raykar e Paula Borges, na Faculdade 2 de Julho, emocionando os alunos do Curso de Administração com a história da Cia de Teatro Solidário de Brotas, oportunidade em que os professores e alunos presentes contribuiram com figurinos e adereços para as próximas montagem da Cia, bem como agendando uma apresentação da Peça "Alguém Faça Alguma Coisa" (texto e direção de Fábio Marcelo).
Na oportunidade os alunos e professores presentes, elogiaram os trabalhos realizados pela cia, e prometeram comparecer nos espetáculos que serão apresentados, e, colaborando com os custos, tornando, entretando, parceiros.

A cara do Solidário de Brotas


domingo, 2 de dezembro de 2007

CAMISAS


domingo, 25 de novembro de 2007

Não há nada mais fútil, mais falso, mais vão, nada mais necessário que o teatro


O prazer sexual torna-se, entre nós, uma obrigação conjugal; o prazer artístico está a serviço da cultura; e aprender não significa um conhecimento agradável, mas sim enfiarmos o nariz num objeto de conhecimento. Nada do que fazemos representa um esforço de alegria e para justificarmos os nossos atos não invocamos o prazer que tivemos, mas, sim o suor que nos custou.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Elisângela Pinto

Inteligente e determinada, assim definimos
Elisângela, ou seja Elisângela Pinto, pois é, num futuro bem próximo essa garota linda e inteligente, uma das mais novas integrantes da Cia de Teatro Solidário de Brotas vai se tornar uma advogada, os tribunais vão ser presenteados com essa belissima Advogada, o problema vai ser os promotores e Juizes se concentrarem na presença desse maravilhoso sorriso.

No Solidário de Brotas Elisângela que gosta de ser chamada carinhosamente de "Zanzinha" contribui com belíssimas ideias, embora seja uma novata, com seu carisma cativou os membros da cia fazendo-se parecer uma veterana.

O mais novo desafio de "Zanzinha" vai ser atuar na Peça "ALICE NO PAÍS DOS ABSURDOS", (texto e direção de Fábio Marcelo), que provavelmente vai ser apresentada no Cine Teatro Solar Boa Vista em janeiro/2008.

Bom, quem não tiver a sorte de "se bater" com a Elisângela Pinto nos Tribunais, pode vê-la nos palcos em uma das apresentações da Cia de Teatro Solidário de Brotas.

Zanzinha, seja bem vinda e que sua permanência na Cia seja por muito tempo, e que seja eterno enquanto dure.....

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ensaios consciência de Sarinha

Consciência de Sarinha

domingo, 18 de novembro de 2007

Ensaios Consciência de Sarinha!!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Dia 16/12/2007 às 17hs.


domingo, 11 de novembro de 2007

Evana Jeyssan


Integrante da Cia de Teatro Solidário de Brotas há pouco mais de 1 ano, onde já interpretou vários personagens, atualmente protagonizando o Musical Infantil A Consciência de Sarinha, desempenhando com muito talento e alegria a personagem Sarinha.

Atriz desde criança, com interpretação forte, tem em seu currículo personagens de destaques, sempre alegre e sorridente, Evana tem um futuro brilhante como atriz.

Participou de uma seleção no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia entre mais de 400 jovens sendo selecionada e ficando entre os 22 que passaram, onde está dando continuidade a sua carreira de atriz.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Com direção e adaptação de Fábio Marcelo, a peça conta a historinha de uma menininha de 8 anos que é proibida pelo pai de mexer no relogio novo que ele ganhou de presente, mas, ela nao consegue resistir e acaba mexendo e quebrando, quando a pai pergunta o que aconteceu com o relógio, ela acusa o irmao mais velho... a noite, a consciência aparece para incomodar o sono de Sarinha.......

Uma peça infantil e educativa, com situações divertidas em que Sarinha se envolve, muita música do repertorio infantil e dança tambem acompanham o trabalho.


Breve... No C ine Teatro Solar Boa Vista.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A Diretora Estressada Fest - de Camisa Colorida



FIQUE POR DENTRO


Você que assistiu a comédia teatral da Cia de Teatro Solidário de Brotas que inclusive foi descaradamente copiada rsrsrsrsr


  • A DIRETORA ESTRESSADA - A MISSÃO

BREVE
  • A DIRETORA ESTRESSADA FEST - de camisa colorida
Uma super comédia com cenas inéditas e engraçadas, você vai chorar de tanto rir.


aguardem.


maiores informações add fabiumarcelo@hotmail.com

sábado, 11 de agosto de 2007

Fábio Marcelo - CIDADANIA


A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social.

Mariane conceição Ramos


Mary Ramos


Fundadora da Cia de Teatro Solidário de Brotas, a qual participou da criação da cia em sala de aula quando estava no curso de Informática e Cidadania na EIC - Escola de Informática e Cidadania CADEC - Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário, onde no mini curso de Economia Solidária os alunos teria que montar uma empresa inclusive elaborando um plano de negocio, foi ela que deu a ideia de montar uma cia de teatro solidário para levar a arte e a cultura para a comunidade do Eng. Velho de Brotas, participando inicialmente da peça O que é Essa Tal Cidadania, iniciando uma jornada de vários personagens expondo o talento que estava oculto.


Atualmente participa ativamente da cia de teatro, na peça Drogas? Um caminho. Cem voltas!! (Texto de Fábio Marcelo. Direção: Fabio Marcelo e Gustavo Duarte), desempenhando com competencia e talento o personagem MEMEIA.


Participou de uma seleção no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia entre mais de 400 jovens sendo selecionada e ficando entre os 22 que passaram, onde está dando continuidade a sua carreira de atriz.


Mary.... continue expondo seu talento, pois seu futura no mundo astístico está garantindo.

Deivisson Oliveira


Ddennys


Ator, fundador da Cia de Teatro Solidário de Brotas, demonstra seu crescimento na área teatral de forma gritante e competente, como ator ja participou de várias montagens da cia, dentre elas: Alguem Faça Alguma Coisa, O que é Essa Tal Cidadania, A Diretora Estressada, dentre outras, alem de ter ganho no concurso do Teatro XVII (Noite sem Carater), juntamente com a atriz Fernanda Vidal, com peça Golpe de Mestre (texto e direção de Fabio Marcelo).

Tem em sua carreira brilhante várias interpretações com os mais diversos personagens tipo: Idoso, criança, travesti, bebado, assaltante, estudante, dentre outros, todos com competencia e talento.
Participou de uma seleção no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia entre mais de 400 jovens sendo selecionado e ficando entre os 22 que passaram, onde está dando continuidade a sua carreira de ator.

Nessa jornada Deivisson Oliveira, ô Ddennys conquistou muitos fãs, crianças jovens, adultos e idosos aplaudem e glorificam Ddennys.


Seu futuro é brilhante, acredite, continue voce é capaz.......


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Marcelo (Bombom) e Maicon (JhoJho)


Marcelo e Maicon, dois atores inesqueciveis, enquanto estiveram participando da cia de teatro solidário de brotas, desempenharam com sucesso e talento os seus personagens, que ficaram marcados....

Conquistaram o público e os colegas da cia, é uma pena voces nao fazerem mais parte desse elenco.

Sucesso para vocês e saibam que as portas vão estar sempre abertas.








Aguardamos voces......

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Cia de Teatro Solidário de Brotas

Jovens com idade entre 16 e 21 anos, residentes e domiciliados no Bairro do Eng. Velho de Brotas, oriundos de famílias de baixa renda, participantes do Curso de Informática e Cidadania da EIC – Escola de Informática e Cidadania, CADEC – Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário, liderados pelo Educador Fabio Marcelo Santos Silva, resolveram criar uma Companhia de Teatro Solidário, com o objetivo de levar a cultura e arte para as pessoas menos favorecidas.